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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Da camera, da cor, da arte

Hoje uma foto....

quarta-feira, 29 de julho de 2009

De ser português e outros orgulhos imediatos

Estás a falar com um estrangeiro e desconfias que por ventura esse estrangeiro já falou no passado com, pelo menos, um português? Anda daí! Vê a lista de coisas que NÃO lhe deves dizer:

a. Que os portugueses são os melhores e já tiveram, literalmente, meio mundo;
b. Que falamos todos um inglês muito bom e que os espanhóis, os franceses e os italianos comparados connosco no Inglês, são pura standup comedy de sábado à noite na tv;
c. Que todos os portugueses percebem Espanhol e o contrário não acontece;
d. Que tivemos uma revolução pacífica e Salazar era boa pessoa, comparado com Franco e Mussolini;
e. Que não temos os filmes dobrados e conhecemos a verdadeira voz dos actores de Hollywood;
f. Que consumimos muita música estrangeira e somos culturalmente muito à frente;
g. Que Cristovão Colombo é português;
h. Que o Figo, o Ronaldo, o Fado e a Paula Rêgo são portugueses;
i. Que o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, é português;
j. Que o ponto c. se deve à nossa inteligência;
k. Que o ponto b. se deve ao ponto e. com a ajuda do ponto j;

Não é que não sejam tudo puras verdades, que o são! Do mais verdadeiro que há! Poria as mãos no fogo por elas! É que isso, o pobre do estrangeiro já saaaaaaaaaabe! E, por outro lado, não faltam nobres causas nacionais, diversas destas e bem capazes de encantar a não lusa alma internacional! Tipo:

l. Que os chapéus de Public Enemies são produção 100% portuguesa;
m. Que toda a roupa de quarto e WC usada na casa de Hugh Hefner é made in Portugal;
n. Que a bandeira da América que espetaram na lua foi cosida à mão por uma portuguesa;
o. Que o rei Juan Carlos janta bacalhau num restaurante Transmontano em Madrid (para relembrar o sabor do exílio em Portugal!);
E, por último, tcharan!
p. Que a raça do cão de Obama é de origem portuguesa!

Ummmmmm! Se calhar, também não íamos por aí...

Do patriotismo bacoco e da lusa contradição

Quando chegar o dia em que ouvir um português dizer: "Nós somos os melhores" sem o "mas" à frente, ofereço-lhe um bacalhau. Um cálice de vinho do Porto a esse português! Está prometido. Nós somos os melhores, "mas"... Ei, pára aí! O que é que ias dizer? Está la caladinho. "Mas", o quê? Otário! Os portugueses gostam mesmo de se criticar, é uma coisa... É como os franceses mas sem a parte do humor. Há dias vi uma entrevista do Miguel Esteves Cardoso e descobri que ele só podia ser português. Não há hipótese! É que depois, há esta coisa da moda de elevar a moral às tropas, e Portugal é que é bom, e inventamos a via verde e tal, e o cluster da cortiça, mas...mas... não conseguimos! Parar pelas coisas boas, seria morrer. Dizer apenas bem de Portugal é como ir a Roma e não ver o Papa. É uma alma bacoca, um português que não mostra que sabe analisar! Que não saiba analisar e enunciar bem alto o produto da sua análise! E para analisar o país estamos cá nós! É como que um começar por dizer o que parece bem e ir depois vorazmente à opinião verdadeira, que depois do "mas" é que a conversa começa a aquecer! A entrevista do MEC foi isto que me suscitou. God knows como eu gosto da crónicas do MEC, mas MEC! Caramba! zzzzzzzzzzzzzz Bem... a culpa não é do MEC. Dou por mim, muitas vezes, a não conseguir evitar o "mas". Se bem que no estrangeiro o "mas" tem muito menos sentido. Parece que o fashion sentido patriótico que queremos imputar ás tropas é vazio de ideologia, que muito há a fazer para que a mudança de mentalidade seja efectiva. Talvez pudessemos começar por irradicar a palavra "mas" do dicionário. Retirem-se o "mas" e todos os designativos de oposição do Diccionário da língua portuguesa!

Portugal é um grande país, mas tem que aprender a gostar genuinamente de sí.

Passo a contradição. Correcção: Portugal é um grande país. Ponto final. Yes!

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